TRATAMENTO DE CELULITE

O fibroedema gelóide, mais conhecido como celulite, é uma das disfunções estéticas que mais causa desconforto nas mulheres. A celulite inicia com um acúmulo de líquido nos adipócitos (células de gordura), com consequente alteração do pH e das trocas metabólicas. Devido ao aumento do volume do adipócito ocorre distensão do tecido conjuntivo e, consequente, perda de elasticidade da pele. O organismo responde a tais alterações formando tramas de colágeno com a tentativa de encapsular o extravasamento do adipócito, formando assim nódulos na pele com aspecto de casca de laranja.


Causas da celulite

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, oito em cada dez mulheres apresentam algum grau de celulite. É mais comum aparecer na puberdade, tanto na jovem magra e alta quanto na gorda e baixa, atingindo principalmente a região dos quadris e coxas, mas também pode ser encontrada nos seios, abdome inferior e braços. Existem diversas causas para a celulite, ou seja, diversos fatores de risco estão relacionados com seu aparecimento. Dentre os principais fatores, podemos destacar: genética, idade, sexo, alteração hormonal, distúrbios circulatórios, excesso de peso, maus hábitos alimentares, dormir mal, sedentarismo, tabagismo, estresse, medicamentos e gravidez.

Causas da celulite

Graus de celulite

Existem 3 graus de celulite, desde aquele em que as depressões só aparecem quando se pinça a pele com os dedos, até o aspecto de casca de laranja com ondulações e nódulos visíveis. Assim, temos a seguinte classificação:

Grau I - Leve: depressão na pele visível à palpação por compressão do tecido entre os dedos ou por contração voluntária; ausência de alteração de sensibilidade e dor. Sempre curável.

Grau II – Moderado: depressão na pele visível sem manipulação e com o auxílio de uma luz infundindo lateralmente para delimitar às margens (tamanho); ausência de dor e possível alteração de sensibilidade. Frequentemente curável.

Grau III – Severo: depressão na pele visível em qualquer posição com aspecto enrugado e flácido; presença de dor e alteração da sensibilidade. Incurável, pois as fibras do tecido conjuntivo estão quase totalmente danificadas, porém passível de melhora.

Graus de celulite

Fisioterapia

Atualmente, a fisioterapia dispõem de diversas abordagens terapêuticas para o tratamento da celulite, sendo estas de grande importância na obtenção de resultados satisfatórios, principalmente com a associação de técnicas. Embora as técnicas de fisioterapia sejam muito eficazes no tratamento, a mudança nos hábitos alimentares e a prática de atividade física aumentam significativamente a probabilidade de resultados satisfatórios.

A associação da drenagem linfática manual com o ultrassom tem se mostrado eficiente no tratamento da celulite, melhorando o aspecto visual da região tratada e tendo boa aceitação quanto à satisfação das pacientes.

A drenagem linfática manual consiste basicamente em drenar o líquido que encontra-se estagnado, favorecendo a redução do edema local e drenando as toxinas do metabolismo celular melhorando a circulação linfática. Além disso, promove melhor nutrição e oxigenação celular, auxilia na absorção de hematomas, atua como analgésico e ativa o sistema imunológico.

O uso do ultrassom está vinculado aos efeitos fisiológicos associado à sua capacidade de fonoforese, ou seja, permite a absorção substâncias através da pele. Dentre outros efeitos, destaca-se: neovascularização (formação de novos vasos) e consequente aumento da circulação, aumento do número de leucócitos e anticorpos, ação analgésica e anti-flogística, facilita absorção de edemas e auxilia no processo de quebra e rearranjo das fibras colágenas.

Fisioterapia para celulite

"Mãos que doam, mãos que cuidam, mãos que mudam a vida de muita gente!"